Especificações
- Ano de fabricação:
- Outros nomes:
- Modelo: Baseado em uma escuna dinamarquesa usada por práticos.
- Classe:
- Estaleiro: Eberhard Fisher – Estaleiro da Praia
- Armação/ Tipo: Caranguejeira na vela grande e buja.
- Material do casco: Madeira
- Categoria:
- Motorização:
- Tripulantes:
- Numeral:
- Comprimento: 65 pés ou 19,81 m
- Linha d’água: m
- Boca: m
- Pontal: m
- Calado:
- Área velica (Mestra e Genoa): m²
- Área velica (Balão): N/D
- Deslocamento: Kg
- Projeto:
- Proprietários: Sr.Fontoura (ICRJ-?)
- Observações:
Depoimentos
Claus L.Kiep por WhatsApp em 22/06/2026
A história deste barco, deste trágico mal-entendido foi a seguinte.
O comodoro do Iate Clube do Rio de Janeiro (Sr.Fontoura?) mostrou ao Fischer uma vista lateral de uma escuna dinamarquesa usada por práticos, famosas por serem muito marinheiras, e perguntou se ele podia construir um barco semelhante.
Bem, fazer esta pergunta ao Fischer, arquiteto naval alemão com diploma “summa cum laude”, é a mesma coisa que pedir a Picasso para lhe pintar um quadro no estilo Rembrandt; ele diria para que se dirigisse a um estudante de arte que treina copiando os velhos mestres.
Mas o Fischer pediu um tempo para pensar e depois fez a seguinte oferta: fazer o barco em cima da linha d’agua igualzinho ao desenho fornecido mas, abaixo d’água, bem diferente, garantindo que ia navegar muito melhor. Negócio fechado; mãos a obra lá em Niterói.
O casco do veleiro é uma obra de arte em carpintaria naval, com cavernas laminadas e tabuado de ripas quadradas, chanfradas e coladas com Cascophen uma à outra.
Quando o cliente foi ver o veleiro pela primeira vez, o que ocorre normalmente só na hora de definir os arranjos internos, levou aquele susto e sofreu uma profunda decepção: onde colocar aquele sofá confortável em frente ao bar? E as várias cabines para o proprietário e seus hospedes?
A pesada escuna dinamarquesa original tinha cavernas em ‘U’ profundas, criando o espaço para aquele salão com pé direito, cabines, e com o motor e bombas escondidas no porão que o cliente esperava. No barco construído por Fisher, com um deslocamento muito menor, até o motor ficava pela metade acima do piso e, como acomodação, só uns bancos laterais corridos. O “encomendante” nunca mais foi ver a obra, nem compareceu ao batismo e lançamento. Uma história de tão triste e trágica que é até cômica!
Regatas
| Regata | Posição |
|---|---|
| º lugar |
Fotos



Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.
Max Gorissen – Velejador. Escritor.
Descubra mais sobre Max Gorissen
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
Oi Max. Acho que tenho fotos do Ygarassú de 5 anos atrás em Angra dos Reis, meio abandonado, estava a venda e tive vontade de conprá-lo para morar nele, mas não deu certo. Creio que foi reformado e se não me engano, está de volta ao ICRJ.
Abraço
Gustavo Pacheco +55 21 99963-0470