Yagaraçu

Especificações

  • Ano de fabricação:
  • Outros nomes:
  • Modelo: Baseado em uma escuna dinamarquesa usada por práticos.
  • Classe:
  • Estaleiro: Eberhard Fisher – Estaleiro da Praia
  • Armação/ Tipo: Caranguejeira na vela grande e buja.
  • Material do casco: Madeira
  • Categoria:
  • Motorização:
  • Tripulantes:
  • Numeral:
  • Comprimento: 65 pés ou 19,81 m
  • Linha d’água: m
  • Boca: m
  • Pontal: m
  • Calado:
  • Área velica (Mestra e Genoa):
  • Área velica (Balão): N/D
  • Deslocamento: Kg
  • Projeto:
  • Proprietários: Sr.Fontoura (ICRJ-?)
  • Observações:

A história deste barco, deste trágico mal-entendido foi a seguinte.

O comodoro do Iate Clube do Rio de Janeiro (Sr.Fontoura?) mostrou ao Fischer uma vista lateral de uma escuna dinamarquesa usada por práticos, famosas por serem muito marinheiras, e perguntou se ele podia construir um barco semelhante.

Bem, fazer esta pergunta ao Fischer, arquiteto naval alemão com diploma “summa cum laude”, é a mesma coisa que pedir a Picasso para lhe pintar um quadro no estilo Rembrandt; ele diria para que se dirigisse a um estudante de arte que treina copiando os velhos mestres.

Mas o Fischer pediu um tempo para pensar e depois fez a seguinte oferta: fazer o barco em cima da linha d’agua igualzinho ao desenho fornecido mas, abaixo d’água, bem diferente, garantindo que ia navegar muito melhor. Negócio fechado; mãos a obra lá em Niterói.

O casco do veleiro é uma obra de arte em carpintaria naval, com cavernas laminadas e tabuado de ripas quadradas, chanfradas e coladas com Cascophen uma à outra.

Quando o cliente foi ver o veleiro pela primeira vez, o que ocorre normalmente só na hora de definir os arranjos internos, levou aquele susto e sofreu uma profunda decepção: onde colocar aquele sofá confortável em frente ao bar? E as várias cabines para o proprietário e seus hospedes?

A pesada escuna dinamarquesa original tinha cavernas em ‘U’ profundas, criando o espaço para aquele salão com pé direito, cabines, e com o motor e bombas escondidas no porão que o cliente esperava. No barco construído por Fisher, com um deslocamento muito menor, até o motor ficava pela metade acima do piso e, como acomodação, só uns bancos laterais corridos. O “encomendante” nunca mais foi ver a obra, nem compareceu ao batismo e lançamento. Uma história de tão triste e trágica que é até cômica!

RegataPosição
º lugar
Escuna Yagaraçu no estaleiro do Fisher. Foto do acervo pessoal de Claus L.Kiep
Escuna Yagaraçu no estaleiro do Fisher. Foto do acervo pessoal de Claus L.Kiep
Escuna Yagaraçu no estaleiro do Fisher. Foto do acervo pessoal de Claus L.Kiep

Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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Um comentário sobre “Yagaraçu

  1. Oi Max. Acho que tenho fotos do Ygarassú de 5 anos atrás em Angra dos Reis, meio abandonado, estava a venda e tive vontade de conprá-lo para morar nele, mas não deu certo. Creio que foi reformado e se não me engano, está de volta ao ICRJ.

    Abraço

    Gustavo Pacheco +55 21 99963-0470

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