Eberhard Fischer – Estaleiro Praia da Luz

Estaleiro de propriedade de Eberhard Fischer, localizado em Niterói – RJ, foi o fabricante, entre outros, dos veleiros Classe Dourado 26 pés e do Classe Toninha (com sua quilha invertida), no final da década de 1960.

A Classe Dourado, foi desenvolvida usando como base o projeto do veleiro Guanabara, ao qual foi incluído uma quilha e um cockpit estanque. O projeto foi encarregado por João Schmidt a Eberhard Fischer por volta de 1960.

Fischer se fez ainda mais conhecido com sua reforma do veleiro Atrevida, que, com seus 96 pés, é ainda hoje o maior veleiro registrado no Brasil e talvez na América do Sul. Quando o então proprietário, Dirceu Fontoura, resolveu modificar as suas características de barco de regata para iate de passeio, incumbiu Eberhard Fischer de realizar a mudança. Uma das diversas modificações feitas por Fisher foi reduzir seu calado de 5,40 metros para cerca de quatro metros. Com isso, o veleiro ficou mais dócil e perdeu muito pouco do seu excepcional desempenho.

Saiba mais, lendo o texto reeditado por Gustavo “Rato” Pacheco, sobre a matéria escrita por Lopes Setti para o Jornal do Brasil em 01/10/1988, disponível ao final desta página.

NomeModeloAno
VirventClasse Dourado
FlibusClasse Dourado1960
Tio PatinhasClasse Toninha1959
Terra FirmeClasse Toninha
ToninhaClasse Toninha
AquamarineDouble Ender 52’1982
EscândaloDouble Ender 52’1982
Escuna IgarassuCópia fiel da escuna Old Flory, que correu uma Capetown-Rio.
Sirius IICatamarã de 12 metros
MantaCatamarã de 13 metros1961

Meu pai teve um Toninha, se chamava Tio Patinhas. Acho que foram construídos uns 6 barcos nos anos 60. O estaleiro do Fischer era na Praia da Luz em Niterói. Esses barcos eram de tabuado em cedro, mas não tinham calafate. Eram como barris de vinho. Quando meu pai subia o barco por uma semana para pintar o fundo, quando descia o barco afundava e ficava boiando com agua pelo convés. No dia seguinte meu pai tirava a agua e a madeira ja tinha inchado. Aí o barco não fazia mais agua…

Reportagem sobre o veleiro Classe Toninha na Revista Yachting Brasileiro de junho de 1959 – Escrito por: Eberhard Fischer

Design do Veleiro da Classe Toninha de Eberhard Fischer, com sua quilha invertida.

Texto copiado e reeditado por Gustavo Rato Pacheco . Matéria provavelmente escrita por Lopes Setti. Jornal do Brasil. 01/10/1988


Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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