Sagittaire II

  • Ano de Fabricação: 1948
  • Outros nomes: Aldebaran (1948), Corse e Garcette
  • Modelo:
  • Estaleiro: Estaleiro Silas do Bruno Senft – Niterói – RJ
  • Material construtivo: Madeira – Casco em Peroba do campo.
  • Armação: Armação em Sloop com opção de Yawl, os mastros são de alumínio.
  • Tripulantes/ Passageiros: 1
  • Numeral: BL 36
  • Motor: Volvo MD2 (25 hp diesel)
  • Comprimento: 33 pés ou 9,90 m
  • Design No.:
  • Linha d’água (m):
  • Boca (m): 2,80 m
  • Calado (m): 1,60 m
  • Área velica (m²):
  • Deslocamento (Kg): 5.000 kg (Lastro de 2.5 t de ferro fundido)
  • Projetista: Jorge Iturbide – Argentina
  • Proprietários conhecidos: Joaquim Pádua Soares (1948 como Aldebaran), Mathieu Bonfanti (proprietário original: 1955 – 1957 como Corse), Paul Evan (1957 – como Garcette), mais um proprietário?, Henri Ballot (1970 como Sagittaire II), Marcello Quintella (?)
  • Observações: Gustavo “Rato” Pacheco foi quem me recordou sobre o veleiro, tendo participado de uma regata Rio – Angra no mesmo. O casco está sendo usado como “decoração e propaganda” na entrada da marina em Angra dos Reis.

Max, devo ter participado de umas 10 regatas com o Henri no Sagittaire II.

Tenho até um “causo” engraçado para contar… na minha primeira velejada no Sagittaire II, em uma regata Rio-Angra, fui chamado pelo meu pai, Moacyr Pacheco, que era da tripulação, já no fim da tarde, pois faltou um tripulante e a regata largava a noite. Partimos e eu enjoei já fora da barra e me retirei para dormir, só acordando na manhã seguinte… ou seja, não vi nada e não ajudei em nada! … risos… Abraço!

Max, acho que este barco, somente o casco, está em seco na entrada de Angra. Eu tinha uma foto dele nessa posição…. numeral BL 36. Este barco pertenceu a Henry Ballot, um fotografo Frances residente no Rio de janeiro.

Atualmente o casco do barco esta ao lado do ICAR em Angra dos Reis, em uma marina particular, servindo de objeto de boas vindas aos navegadores.

Projeto de Jorge Iturbide – Argentina. Casco em Peróba do campo construído no estaleiro Bruno Senft – Niteroi – RJ.

https://www.netvela.com.br/app_barcos_proprietarios.php?idx=998

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Lembranças; Carmen Judy Chateaubriand Ballot e seu gato, em sua lua de mel. Viagem de Santos ao Rio de Janeiro em um 28 pés de bolina 1958.

Depois deste veleiro, Henri Ballot adquiriu o Sagittaire II.

Photos: Henri Ballot

Ele foi construído em 49 para correr a Buenos Aires – Rio de 50 , era um Sloop na época se chamava Aldebaran. Quem tem mais de 30 anos de vela, o conheceu na raia como Sagittaire.

O Henri me deu ele e vim duas vezes da Alemanha para pintá-lo. Em 1996, ele resolveu dar o veleiro para a Helena como presente de casamento … ela o vendeu em 1996 e logo em seguida foi depenado e destruído. A carcaça está apodrecendo no seco na Viamarina em Angra, tem mais de 20 anos.

Várias fotos do Sagittaire II, todas, do acervo de Eduardo Ballot. Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.

RegataPosição
Buenos Aires – Rio 1950º lugar
Rio – Angra ano?1º lugar
Santos – Rio 19559º lugar
Santos – Rio 195616º lugar
Santos – Rio 1970DNF
Santos – Rio 1976
Buenos Aires – Rio 19771º lugar na classe
Santos – Rio 1979
Veleiro “Sagittaire ainda novo aos 30 anos” – Foto da revista enviada por Danilo Iakimoff. Copyright Revista Vela e Motor. Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.
Sagittaire com Henri Ballot no comando. Foto: Autor desconhecido. Foto enviada por Gustavo “Rato” Pacheco
Em largada de regata Santos – Rio. Foto enviada por Atila Bohm. Autor não identificado. Se souber entre em contato para que possa dar a devida autoria.
Casco do veleiro Sagittaire sendo usado como “decoração e propaganda” na entrada da marina em Angra dos Reis. Foto: Rogerio Rainho Martin tirada em 3 de setembro de 2014.

Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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