Wa Wa Too III

  • Ano de Fabricação: 1973
  • Outros nomes:
  • Modelo: Frers 53
  • Estaleiro: Palmer Johnson – Sturgeon Bay, WI – USA (https://www.palmerjohnson.com/)
  • Material construtivo: Casco de Alumínio
  • Armação: Sloop
  • Propulsão:
  • Tripulantes/ Passageiros:
  • Numeral: BL 636
  • Comprimento: 53’ ou 16,15 m
  • Design No.:
  • Linha d’água (m):
  • Boca (m):
  • Calado (m):
  • Área velica (m²):
  • Deslocamento (Kg):
  • Projetista: German Frers (http://germanfrers.net/)
  • Proprietários conhecidos: Mandado construir pelos irmãos Roberto e Fernando Nabuco (1973), Luciano Swartz (1986), Mario Morgenstern (2026?)
  • Observações: Em 1986, foi encontrado abandonado em um estaleiro de Navegantes. Foi feito um grande restauro (Raymond Granthan) nele nesse ano para prepara-lo para sua Última Buenos Aires – Rio de 1987. Até RX no estaiamento foi realizado. Nessa ocasião, o veleiro estava em disputa judicial. Em 2019, foi visto abandonado no ICES em Vitória e em 2026 em um estaleiro em Navegantes-SC.
    • Em 2009, após uma grande reforma, o veleiro voltou a ativa e conquistou o segundo lugar na categoria Bico-de-Proa na Refeno
RegataPosição
Fastnet Race 1973 *19º lugar com Fernando Nabuco de Abreu
Admiral’s Cup 1975
Bermuda Race
SORC
Santos-Rio 19761º lugar com Fernando Nabuco
Buenos Aires – Rio 19771º lugar com Fernando Nabuco, bateu o recorde de 24 horas e foi Fita Azul na regata
Buenos Aires – Rio 1987 *2º lugar com Luciano Swartz
XXI REFENO 20092º lugar na Bico de Proa
XXII REFENO 201014º lugar na Bico de Proa

*1 A edição de 1973 da Fastnet Race teve 48 iates inscritos, entre eles os mais competitivos veleiros de oceano da época. O percurso de 600 mn inicia em frente ao Royal Yacht Squadron em Cowes, contorna o Farol de Fastnet na Irlanda e retorna à Inglaterra, tendo  a linha de chegada em Plymouth. O Brasil teve como representantes o SAGA IIWA WA TOO III e o CANGACEIRO IV. No time de Portugal estavam dois brasileiros: o PROCELARIA III e o RAJADA IV.

*2 Participaram desta Regata Buenos Aires-Rio 1987 os veleiros brasileiros: Cisne Branco (Fita Azul com D.A. Rocha Coelho), Pajé 1, Wa Wa Too III e Aquarius IV. Essa foi a quarta vez que uma embarcação brasileira ganhou o Premio Fita Azul nessa competição – o primeiro foi o Vendaval em 1959; em 1974, o Saga; e em 1977 o Wa-Wa-Too. O vencedor na geral foi o veleiro argentino Daphne, com design de German Frers.

Fotos (acima e embaixo) do “Wa Wa Too III” tiradas em fevereiro de 1987 por meu pai, Maximilian Immo Gorissen (acervo da família Gorissen), enquanto trazia a escuna da esquerda da foto acima da Bahía.

Wa Wa Too III” na mídia

Esse vídeo foi gravado segunda-feira, 06 de Setembro de 2010, um pouco antes das 18h. Estávamos próximos a divisa de Sergipe com Alagoas, após a passagem de uma pequena tempestade local. O WA WA TOO parece mais uma lancha! Vídeo: Kaio P.Mendes

Fotos do “Wa Wa Too III” em 2019, abandonado no ICES em Vitória. Fotos: Renato Avelar e site www.popa.com.br.

WaWaToo fotografado em um estaleiro em Navegantes-SC – Data:24-04-2026 – Foto: Autor desconhecido.

Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


Descubra mais sobre Max Gorissen

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.