Especificações
- Ano de Fabricação: 1965
- Outros nomes:
- Modelo: Kurt Oehlman 54
- Estaleiro: Estaleiro Veleiros do Sul – Porto Alegre
- Material construtivo: Madeiras brasileiras
- Armação: ketch (mastro grande de 16 m e mezena de 10 m)
- Tripulantes/ Passageiros:
- Numeral:
- Número de inscrição na marinha:
- Motor: Perkins 4108 de 37 hp
- Comprimento: 54 pés ou 16,46 m
- Linha d’água (m): 10,36 m ou 34 pés
- Boca (m):
- Calado (m):
- Área velica (m²): 85 m² (Grand = 35m², Genoa=65m² e Spinnaker=120m²). Velas Beilken.
- Deslocamento (Kg): 14.000 kg com lastro de chumbo de 5.000 Kg
- Projetista: Kurt A.H.Oehlmann – Alemanha
- Proprietários conhecidos: Jurguen Leisler Kiep (mandou construir em 1965), vendido para o dono de uma Marina em Ilha Bela, onde o casco se encontra em terra até hoje (2026), aguardando o que fazer com ele.
- Observações: Em 1965, Jurguen Leisler Kiep, fez com o Hummell III, a maior viagem oceânica brasileira num cruzeiro de ida e volta à Europa, com 20.900 milhas navegadas em um ano e meio no mar. Como parte da tripulação nesta viagem, seus filhos Claus e Henrique. Jurgen veio para o Brasil em 1950 e velejava na represa Billings, em São Paulo, num barco de 8 metros que ele havia mandado construir, também desenho do alemão Kurt Oehlmann, chamado Hummel II. O Hummel I tinha sido o barco com o qual seu pai velejava no Báltico, por isso a sequencia de nomes.
Depoimentos
Claus L.Kiep por WhatsApp em 01/07/2026
Meu avô tinha um veleiro na Alemanha chamado HUMMEL. Quando meu pai veio para o Brasil, mandou construir seu primeiro barco, um veleiro de madeira de 8 metros de compimento (LOA), hardshine, construido em um estaleiro na represa Billings e batizado também HUMMEL, seguindo a tradição iniciada em Hamburgo. Foi experimentado na represa, depois levado para Santos e ficou em uma boia na Ponta da Praia. Com ele, meu pai explorou toda a costa entre Santos e Rio de Janeiro, antes da existência da Rodovia Rio-Santos, algumas vezes, com nós, seus filhos.
Anos depois, encomendou um veleiro em Porto Alegre, ao estaleiro do engenheiro naval alemão Roberto Funk, com projeto de um outro arquiteto naval alemão chamado Kurt Oehlman. O veleiro, com LOA de 45 pés, linha d’agua de 10 metros e armado em Yawl, foi construído em madeira com cavernas laminadas e ‘double diagonal planking’. Este barco foi batizado com o nome HUMMEL III, ficando pronto em 1965, quando foi levado para o Iate Clube de Santos, onde ficou atracado.
Com ele, fizemos em 1973, uma viagem longa ao Caribe, depois ao Mediterrâneo até a Grécia, retornando ao Brasil em 1975.
No meio da viagem, o veleiro ficou uns 10 meses em um estaleiro perto de Barcelona, onde fizemos modificações no convés, na mastreação (que passou a ser em ‘Ketch’), no motor, nas instalações, entre outras coisas … De volta ao Brasil, após uns anos, foi vendido para o dono de uma Marina em Ilha Bela, onde o casco se encontra em terra até hoje (2026), aguardando o que fazer com ele.
Antes da reforma, eu fui com o barco velejando de Barcelona até a Grécia com meus amigos, uma volta de aproximadamente 4 meses, antes de retornarmos para Barcelona para realizar os reparos mencionados. Embaixo, uma foto do HUMMEL III ao chegar no Iate Clube de Santos ao retornar da Europa em 1975 e outra, do casco em Ilha Bela nos dias de hoje. Tenho filme da viagem em CD, copiado de Super 8 para VHS e depois CD… algum dia vamos assistir juntos!
Abraço Max!
Claus Kiep


Regatas
| Regata | Posição |
|---|---|
| ° lugar com |
Fotos

Artigo “Hummel III, um barco de muitos mares” na revista Vela & Motor – Ano I No. 6 de setembro de 1977. Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.
Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.
Max Gorissen – Velejador. Escritor.
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