Capricho

  • Ano de Fabricação:
  • Outros nomes: Capricci, Djali II
  • Modelo: Classe Guanabara – Modelo de uma Iole Alemã adaptada às condições da Baía da Guanabara.
  • Estaleiro: Estaleiro Veleiros do Sul – Porto Alegre – RS
  • Material construtivo: Madeira
  • Armação: Sloop
  • Tripulantes/ pernoite: 6 e 4
  • Numeral:
  • Número de inscrição na marinha:
  • Comprimento: 24’ pés ou 7,20 m
  • Linha d’água (m): 6,66 m
  • Boca (m): 2,36 m
  • Calado (m): 0,30 m com bolina levantada e 1,476 m com bolina abaixada
  • Área velica (m²): 17,5 m²
  • Área velica (Balão): 38 m²
  • Deslocamento (Kg): 1.200 Kg
  • Projetista/ projeto: Friederich Heuer – Hamburgo – Alemanha / Modelo de uma Iole Alemã adaptada às condições da Baía da Guanabara projetado em 1936 na Alemanha.
  • Proprietários conhecidos: Chico Caruccio, Sr. Henrique José Vieira da Fonseca (mudou o nome para Djali II)
  • Observações:

Em Pelotas, havia o “super” Guanabara de nome Capricho do Chico Caruccio. Era todo aliviado. Cedro rosa no casco e deck de compensado fino e estanque. Foi o primeiro Guanabara com cockpit estanque. Vendido depois para o Sr. Henrique José Vieira da Fonseca com nome de Djali II. Acho que hoje está no Museu de Rio Grande (por Raymond Grantham em 08/05/2019).

O Capricci ou Capricho, depois Djali II, foi um dos últimos Guanabara construídos pelo estaleiro Veleiros do Sul do Roberto Funk, nos anos 60, para o Chico Caruccio de Pelotas – RS.

O veleiro era muito mais leve e arisco do que os construídos anteriormente.

Uma anedota que me recordo; Quando o Chico chegou em Rio Grande (sede antiga do clube) com o barco “estalando de novo”, todos quiseram ver e apreciar a nau recém-chegada. O barco estava atracado no trapiche por Boreste e umas 30 ou mais pessoas esperavam sobre o velho trapiche, que não suportou o peso e desabou, jogando todos os visitantes bem-vestidos na água e na lama. Ali não tinha mais de 1 metro de lâmina de água. Imaginem a cena! Um monte de gente enlameada tentando sair daquela situação caótica. Por minha sorte, eu havia acabado de sair de cima do trapiche para dar lugar aos outros. Vi a cena em câmera lenta. Trapiche estalando e inclinando contra o Capricci e despejando todos na água/ lama.

Saiba tudo sobre a história destes veleiros e sua classe no Brasil lendo o artigo: Guanabara, a classe precursora do espírito de equipe na vela brasileira.

RegataPosição
º lugar

Veleiro Capricho em reforma – junho de 2026 – Fotos: Fabian Saavedra

Plano do veleiro Guanabara

Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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