Especificações
- Ano de fabricação: 1937
- Outros nomes:
- Modelo: Sharpie 12m²
- Classe: Classe Monotipo Sharpie 12m²
- Estaleiro: Estaleiro do ICB – Iate Clube Brasileiro
- Armação/ Tipo: Caranguejeira na vela grande e buja.
- Material do casco: Madeira
- Categoria: Interior
- Motorização: Nenhuma
- Tripulantes: 2 pessoas
- Numeral:
- Comprimento: 19,65 pés ou 5,99 m
- Linha d’água: 5,40 m
- Boca: 1,43 m
- Pontal: 0,53 m
- Calado: 0,16 m (sem bolina) e 0,96 m (com bolina arriada)
- Área velica (Mestra e Genoa): 14,92 m²
- Área velica (Balão): N/D
- Deslocamento: 230 Kg
- Projeto: Karl Kröger, Hans Kröger e Walter Brauer (Yacht und Bootswerft Gebr. Kröger)
- Proprietários: Henrique Hoelck (RJ)
- Observações: Quinto veleiro da classe Sharpie construído no Brasil (Saiba mais sobre sua história visitando Sharpie 12 m² – A história desses veleiros no Brasil)
Depoimentos
Por Theodoro C. Rombauer em 22/05/2026 através do “contato” do site.
Bom dia, Maximilian!
Meu nome é Theodoro C. Rombauer e também sou velejador.
Meu grande amigo, ou melhor, irmão por natureza, o Carlos Bomeisel já tinha me mostrado algumas de suas publicações.
Adorei ler e até me lembrei de uma história que corria na minha família.
Por acaso, o citado Henrique Hölck (Citado no seu livro: “Em 1937 são construídos o “Tip” de Henrique Hoelck”) era meu primo irmão.
Devido à grande diferença de idades entre nós, eu de 1959 e meu irmão Dega de 1960, quando comparado com ele, Henrique Hoelck de 1918 e seu irmão Cláudio, nós os tratávamos como “tios”.
Quando crianças, passamos muitas das nossas férias na casa dos “tios” Henrique e Cláudio.
Mas a história que quero contar tem algo a haver com o Sharpie:
Meus dois “tios”, quando ainda jovens, decidiram construir um Sharpie na casa deles, no Rio de Janeiro e, segundo as minhas tias e primas, eles levaram o projeto a diante.
Só com um pequeno detalhe; o barco foi construído na varanda da casa da família, pois as tábuas eram fáceis de se levar para lá.
Quando o barco ficou pronto, se percebeu de que não seria possível tirá-lo da tal varanda. Consequência; a balaustrada teve que ser em parte demolida para se tirar o casco de lá.
Esta história eu não vivenciei pessoalmente, mesmo porque, eu nem vivo era, contudo, me foi contada por alguém, não me lembro mais se foi a irmã deles, a Ilse, ou a mãe deles, minha tia Irene. De qualquer maneira, sempre adorei essa história e, mesmo que a minha memória anda meio ruim, me lembro bem desta “lenda” da família que me foi contada quando visitávamos os primos no Rio.
Eu pessoalmente ainda velejo de Snipe, na Alemanha, onde moro.
Em São Paulo já velejava também desde criança, inclusive com o Carlos Bomeisel, todos no CCSP.
Infelizmente a classe Snipe nunca pegou aqui e somente temos 8 Snipes registrados na Alemanha. Se não me engano, o Snipe não conseguiu substituir a classe “Pirat”, um clássico barco de regata à vela e treinamento juvenil projetado na Alemanha em 1934 por Carl Martens. Com uma classe extremamente ativa até hoje, é projetado para uma tripulação de duas pessoas e continua sendo um dos monotipos mais tradicionais do país
Saudades deste tempo! Adorei ler os seus artigos!
Grande abraço e obrigado!
Theodoro Rombauer
Sharpie 12 m² – A história desses veleiros no Brasil
Em 1932, um ano após o lançamento do veleiro Sharpie 12 m² na Alemanha, um grupo de iatistas do Iate Clube Brasileiro, no Rio de Janeiro, trouxe a planta da embarcação para o Brasil e formou a primeira flotilha da nova classe.
Sendo um veleiro muito rápido e estável para a época, para dois tripulantes, com uma inconfundível vela quadrangular e casco formado por uma área plana ao longo da quilha – uma inovação que os veleiros só vieram a implementar décadas depois –, o Sharpie rapidamente se espalhou pelo Brasil.
Em 1938, organizou-se o primeiro Campeonato Brasileiro da Classe Sharpie, que se repetiu bienalmente até 1960. Desse ano em diante, o campeonato passou a ser anual, até 1971, quando foi interrompido durante seis anos, retornando em 1978, na praia de Santos (SP). Suas três últimas edições foram realizadas em Niterói (RJ), em 2014, Nova Lima (MG), em 2015, e em São Paulo (SP), na Represa de Guarapiranga, em 2016.
A paixão pelo veleiro classe Sharpie – uma paixão inspirada pelo profundo apreço por sua beleza atemporal e seu incrível desempenho, me fez escrever sobre a história dessa classe no Brasil. Clique aqui para ler a história destes maravilhosos veleiros.
Regatas
| Regata | Posição |
|---|---|
| º lugar |
Fotos

Quer saber mais sobre a história da Classe Sharpie? Saiba mais em: Sharpie 12m² – A história destes veleiros no Brasil.
Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.
Max Gorissen – Velejador. Escritor.
Descubra mais sobre Max Gorissen
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