Pagão

Especificações

  • Ano de fabricação:
  • Outros nomes: Melodia, Gargamel
  • Modelo: Sharpie 12m²
  • Classe: Classe Monotipo Sharpie 12m²
  • Estaleiro:
  • Armação/ Tipo: Caranguejeira na vela grande e buja.
  • Material do casco: Madeira
  • Categoria: Interior
  • Motorização: Nenhuma
  • Tripulantes: 2 pessoas
  • Numeral: BL 567 ou 535 (?)
  • Comprimento: 19,65 pés ou 5,99 m
  • Linha d’água: 5,40 m
  • Boca: 1,43 m
  • Pontal: 0,53 m
  • Calado: 0,16 m (sem bolina) e 0,96 m (com bolina arriada)
  • Área velica (Mestra e Genoa): 14,92 m²
  • Área velica (Balão): N/D
  • Deslocamento: 230 Kg
  • Projeto: Karl Kröger, Hans Kröger e Walter Brauer (Yacht und Bootswerft Gebr. Kröger)
  • Proprietários: Luiz Schechter, André Barbosa (anos 70), Jacinto Soares (Melodia), Luíz Amaro Veiga (Gargamel – RJ),
  • Observações:

Pergunta do Max Gorissen: Luiz.. o outro dia fui montar o Gabirú e instalei no topo do mastro aquela “biruta de pano amarela” que era do Gargamel e que veio amarrada junto com as antigas velas do Gabirú (anexo foto) … fantástica essa biruta! Não tiro mais! Bom, no dia, fiquei me perguntando o que aconteceu com o Gargamel. Você sabe onde ele está ou o que aconteceu com ele?

Resposta do Luiz: Eu dei o Gargamel para um amigo que tinha um Sharpie, mas ele foi morar no interior e deixou o barco no Iate Clube de Ramos. Puseram o barco no tempo e ele se acabou. Meu amigo então voltou para o Rio e me procurou para conseguir outro barco. O  Gargamel era um veleiro todo “remendado” e, como estava já velejando com o Rio Apa no Gabiru, doei o Gargamel. Uns dois anos depois, ele foi doado para um grupo de Escoteiros que acabaram com ele de vez. O Gargamel era impressionante: não andava bem de contravento, nunca chegando na 1ª boia em 1º … mas passava todos os outros veleiros por sotavento e abria quase meia perna na fechada do triângulo, principalmente em vento forte. Essas birutas eu mesmo fazia.

Em 1932, um ano após o lançamento do veleiro Sharpie 12 m² na Alemanha, um grupo de iatistas do Iate Clube Brasileiro, no Rio de Janeiro, trouxe a planta da embarcação para o Brasil e formou a primeira flotilha da nova classe.

Sendo um veleiro muito rápido e estável para a época, para dois tripulantes, com uma inconfundível vela quadrangular e casco formado por uma área plana ao longo da quilha – uma inovação que os veleiros só vieram a implementar décadas depois –, o Sharpie rapidamente se espalhou pelo Brasil.

Em 1938, organizou-se o primeiro Campeonato Brasileiro da Classe Sharpie, que se repetiu bienalmente até 1960. Desse ano em diante, o campeonato passou a ser anual, até 1971, quando foi interrompido durante seis anos, retornando em 1978, na praia de Santos (SP). Suas três últimas edições foram realizadas em Niterói (RJ), em 2014, Nova Lima (MG), em 2015, e em São Paulo (SP), na Represa de Guarapiranga, em 2016.

A paixão pelo veleiro classe Sharpie – uma paixão inspirada pelo profundo apreço por sua beleza atemporal e seu incrível desempenho, me fez escrever sobre a história dessa classe no Brasil. Clique aqui para ler a história destes maravilhosos veleiros.

RegataPosição
º lugar
Em 1987, 12BL567 – Gargamel (Pagão), no leme Luiz Amaro Calazans Veiga, 10 vezes campeão da classe (veja tabela de resultados em Sharpie 12m² – A história destes veleiros no Brasil) e na Proa Marcello Couto – Foto: Autor não identificado. Se souber quem é o autor, favor entrar em contato para darmos a devida autoria.
Sharpie Pagão na década de 60 Foto: Luiz Schechter (?) Autor não identificado. Se souber quem é o autor, favor entrar em contato para darmos a devida autoria.

Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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