Cinquenta e Seis anos de paixão pelo mar.

Hoje, faço 56 anos.

Nasci no dia 23 de janeiro de 1965 e, desde que tenho consciência, sempre fui apaixonado pela água, principalmente pelo mar. O mar me atrai, me relaxa e me completa. Me faz bem.

Talvez seja porque nascemos em um ventre cheio dessa substância e, durante nove meses, respiramos e nos alimentamos desse ‘caldo’ primordial para, então, ao nascer, ter nosso corpo composto por pouco mais de 70% dessa substância… Talvez seja daí que vem minha paixão…

A água é o elemento mais abundante no planeta, e mais precisamente a água do mar.

Por isso, nossos antepassados talvez tenham errado em chamar nosso planeta de “Terra”… Se, na época, não fossem limitados em seu conhecimento, saberiam que o mar perfaz 70% do planeta Terra, e talvez o tivessem batizado de “Água” … “Planeta Água” em vez de “Planeta Terra”. 70% de água… Talvez seja daí que vem minha paixão…

Como no mar, o que predomina em nossa anatomia é uma combinação de líquidos salobros, aqueles que têm mais sais dissolvidos do que a água doce e menos do que a água do mar: nosso sangue, nossas lágrimas, nossa urina, nossa saliva e nosso suor. Talvez essa semelhança possa ser apenas uma coincidência, uma eventualidade, algum acidente característico da evolução da vida e da matéria. Mas também pode ser mais que uma coincidência, pode ser um indício; mais que uma eventualidade, pode ser uma harmonia que prevalece entre os elementos do nosso “Planeta Água”, afinal, a água tem ascendência sobre todos os outros elementos: a água engole a terra, apaga o fogo e sobe ao ar e, então, o altera… Talvez seja daí que vem minha paixão…

Ou ainda, se nosso maior elemento é a água e não a terra, ao contrário da máxima ‘Viemos do pó e ao pó regressaremos’ talvez fosse mais adequado afirmar: “Viemos da água e para a água devemos regressar” … Quem sabe seja daí que vem minha paixão…

Ou talvez eu seja simplesmente apaixonado pela água do mar, e tentar justificar essa paixão, com motivos mais consistentes, emotivos ou racionais, não seja necessário.

Para finalizar este momento de introspecção em que me encontro, menciono um texto do grande pensador Khalil Gibran (O rio e o oceano): “Diz-se que, momentos antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Podemos apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio compreende que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado, é desaparecimento e por outro lado é renascimento“.

Agradeço aos meus pais Maria Angélica Lambré de Gorissen e Maximilian Immo Gorissen (ambos in memoriam) por terem me criado e amado tanto.

Agradeço a minha esposa Zabetta Macarini Carmignani Gorissen, a meu filho Maximilian Macarini Gorissen, meus irmãos Alejandro Axel Peter Gorissen, Mariana Celina Ares de Parga e Christian Ralls Gorissen e a toda a minha família por todo o carinho e dedicação que me tem dado e, porque não, me apoiado nessa paixão que tenho pelo mar.

E, por fim, desejo um dia maravilhoso para todos que me desejaram um Feliz Aniversário!

Abraço,

Max Gorissen


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