Especificações
- Ano de fabricação:
- Outros nomes: Caronti
- Modelo: Sharpie 12m²
- Classe: Classe Monotipo Sharpie 12m²
- Estaleiro: Flório Zotarelli – Guarapiranga – SP
- Armação/ Tipo: Caranguejeira na vela grande e buja.
- Material do casco: Madeira
- Categoria: Interior
- Motorização: Nenhuma
- Tripulantes: 2 pessoas
- Numeral: A 516
- Comprimento: 19,65 pés ou 5,99 m
- Linha d’água: 5,40 m
- Boca: 1,43 m
- Pontal: 0,53 m
- Calado: 0,16 m (sem bolina) e 0,96 m (com bolina arriada)
- Área velica (Mestra e Genoa): 14,92 m²
- Área velica (Balão): N/D
- Deslocamento: 230 Kg
- Projeto: Karl Kröger, Hans Kröger e Walter Brauer (Yacht und Bootswerft Gebr. Kröger)
- Proprietários: Fábio Demétrio, Javier Litman (2010-2020), Maurício Cabral (2020 – Macaé – RJ)
- Observações:
Depoimentos
Javier Litman (24/05/2020):
Vi sua matéria da SailBrasil… eu era o dono do Coragem, que vendi em 2018. Tenho uma história interessante para contar se você achar válido, e várias fotos para ilustrar a matéria.
O Luís Antônio me chamou como convidado do ICI para participar das regatas do ICI que consistia em ir até a boia de Cotonduba, montar a boia vermelha e voltar. Estávamos no Coragem, eu com meu irmão Leonardo Miguel Litman (proeiro), o Gabiru, com o Antônio e o Luiz Amaro e o Nautilus, com o Gustavo Pacheco. Largamos os três no traves e quando apertou o contravento, o Gabiru, no meio da subida, começou a fazer muita água, voltando e abandonando. Ficamos então na regata somente o Coragem e o Nautilus. Na subida a Cotonduba, o Nautilus abriu mais um bordo e nós continuamos colados a pedra do costão do Pão de Açúcar, abrindo uma grande vantagem. Montamos a boia em primeiro e pegamos um vento fortíssimo, planando com vento pela aleta e tirando uns 300 metros de vantagem. Já certos da vitória e comemorando, viramos o Morro do Morcego e nos afastamos bastante da pedra para não pegar a sombra de vento. Quando olhamos, o Gustavo no Nautilus passou colado na pedra, onde achou um túnel de vento. Ele havia visto uma traineira ancorada bem perto da pedra, com a bandeira batendo forte e, acreditando que ali havia muito vento, arriscou. Cortou caminho por onde ninguém passaria e acabou vencendo nos últimos 20 metros finais. Nossa!! Como me arrependi de não ter mantido e defendido a posição. O Gustavo me contou depois de que, como achava que ia perder, ele arriscou… até o Antonio (do Gabiru) achou que havíamos chegado em primeiro … rsrs… São as lições da vela… rsrs… o Gustavo soube aproveitar. Ficamos com a medalha de segundo colocado.
Fotos fornecidas e de autoria de Javier Litman:
Sharpie 12 m² – A história desses veleiros no Brasil
Em 1932, um ano após o lançamento do veleiro Sharpie 12 m² na Alemanha, um grupo de iatistas do Iate Clube Brasileiro, no Rio de Janeiro, trouxe a planta da embarcação para o Brasil e formou a primeira flotilha da nova classe.
Sendo um veleiro muito rápido e estável para a época, para dois tripulantes, com uma inconfundível vela quadrangular e casco formado por uma área plana ao longo da quilha – uma inovação que os veleiros só vieram a implementar décadas depois –, o Sharpie rapidamente se espalhou pelo Brasil.
Em 1938, organizou-se o primeiro Campeonato Brasileiro da Classe Sharpie, que se repetiu bienalmente até 1960. Desse ano em diante, o campeonato passou a ser anual, até 1971, quando foi interrompido durante seis anos, retornando em 1978, na praia de Santos (SP). Suas três últimas edições foram realizadas em Niterói (RJ), em 2014, Nova Lima (MG), em 2015, e em São Paulo (SP), na Represa de Guarapiranga, em 2016.
A paixão pelo veleiro classe Sharpie – uma paixão inspirada pelo profundo apreço por sua beleza atemporal e seu incrível desempenho, me fez escrever sobre a história dessa classe no Brasil. Clique aqui para ler a história destes maravilhosos veleiros.
Fotos

Veleiro Coragem – Foto: Javier Litman
Quer saber mais sobre a história da Classe Sharpie? Saiba mais em: Sharpie 12m² – A história destes veleiros no Brasil.
Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.
Max Gorissen – Velejador. Escritor.
Descubra mais sobre Max Gorissen
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