Cangrejo

  • Ano de Fabricação: 1944
  • Outros nomes: Nathaly, Guaiamu
  • Modelo: Narval 41
  • Estaleiro: Astillero Gomes & Gonzales – Buenos Aires, Argentina
  • Material construtivo: Madeira
  • Armação: Iole
  • Propulsão: 50 HP com Pé de Galinha Direto
  • Tripulantes/ Passageiros: 8 pessoas
  • Numeral: BL 26 (Na Argentina A 115)
  • Comprimento: 41’ ou 12,30 m
  • Design No.:
  • Linha d’água (m):
  • Boca (m): 3,03
  • Calado (m): 1,72
  • Área velica (m²): 66,66
  • Deslocamento (Kg): 8.900
  • Projetista: German Frers (senior)
  • Proprietários conhecidos: Enrique Salzmann (Argentina – 1944), Braz Camargo (1951), Fábio Faria Souto (1956), …, Thiago Marques
  • Observações:

Uma anedota sobre a origem do Ondina (Classe Brasil): Por ocasião da 1ª Regata Buenos Aires-Rio de Janeiro, realizada em janeiro de 1947, o Dr. Joaquim Belém pôde apreciar as qualidades de um veleiro concorrente que tinha dimensões bem parecidas com as do “novo futuro” Classe Brasil. O veleiro a que me refiro era o German Frers Narval 41 “Cangrejo”, de Enrique Salzman. Entusiasmado, o Dr. Belém, pouco depois, mandou construir seu Classe Brasil nas oficinas do Iate Clube do Rio de Janeiro, levando-a a bom termo e com relativa presteza (tanto que foi o primeiro Classe Brasil a ser lançado). Para saber mais sobre a história dos Classe Brasil, leia Um Brasil de classe única.

O Cangrejo foi matéria na Revista SailBrasil Magazine Edição Número 4 – setembro 2018 a fevereiro 2019.

RegataPosição
Buenos Aires – Mar del Plata 1945 – Argentina1º lugar
Buenos Aires – Mar del Plata 1946 – Argentina1º lugar
Buenos Aires – Rio de Janeiro 19474º lugar
Buenos Aires – Rio de Janeiro 1948?º lugar
Buenos Aires – Rio de Janeiro 1949?º lugar
Buenos Aires – Rio de Janeiro 19505º lugar
1ª Regata de Pau-a-Pino – 20 de abril de 1951 – RJDNF com Braz Camargo (veja foto e artigo abaixo)
Regatta de Veleiros Clássicos – Búzios 20112º lugar – Classe D
42º Ilhabela Sailing Week

Participou de 14 edições da regata Santos-Rio (ver anos)

Cangrejo em frente ao Iate Clube do Rio de Janeiro – Foto: Max Gorissen
Planos de construção do Narval 41 com suas duas opções de mastreação – Copyright German Frers – Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.

Matéria na Revista Yachting Brasileiro – Proibida sua reprodução. Todos os direitos reservados.

Material enviado por e do acervo particular de Átila Bohn

Cangrejo antes da reforma em 15/09/2009 e depois. Fotos:

Fotos tiradas do Cangrejo por mim, Max Gorissen, em 10/05/2018 quando fui velejar nele no Rio de Janeiro com o objetivo de comprar o veleiro.

O veleiro atracado ao lado do Aldebaran e que chamam no artigo de “Guaiamú”, outro nome do Cangrejo, se reparar, possui um GURUPÉS na proa, algo que, pelo que se saiba, o Cangrejo (Nathaly e Guaiamu), nunca teve… será um erro ou em determinado momento, durante a propriedade de Braz Camargo, foi adaptado um gurupé no Cangrejo? Foto na Revista Yachting Brasileiro No. 79 de maio de 1951. Todos os direitos reservados.

Matéria na revista Yachting Brasileiro No. 79 de maio de 1951. Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.

Cangrejo passando por um reforma completa no Estaleiro Kalmar (2025) – Foto de seu proprietário Thiago Marques.
A reforma segue “de vento em popa”. É um trabalho absurdamente longo, minucioso e caro. Mas, fora raras exceções, que me dá muito prazer. Minha expectativa é terminar até Outubro 2026 e levá-lo de volta para Ilhabela. E daí pra frente, velejar muito! Esta é uma foto recente da ultima grande parte estrutural que falta. Depois entramos no acabamento. 12/06/2026 – Foto: Thiago Marques

Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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