Marte Náutica

O estaleiro Marte Náutica foi fundado nos anos 1980 pelo Uruguaio Henrique, em São Bernardo do Campo (Bairro Assunção). Na época, proprietário de uma empresa de aviação no Campo de Marte chamada Marte Aviação, decidiu entrar no ramo de construção de veleiros.

Para isso, escolheu um projeto de veleiro de 43 pés da dupla alemã Judel/ Vrolijk que se tornou, após uma “esticada na medição”, não necessariamente no tamanho, no primeiro e único veleiro do estaleiro, chamado de MB 45.

Foram construídos 3 veleiros sob a gerencia de Henrique, sendo o famoso Black Swan o primeiro da série, com Paulo Stepaniche fazendo a montagem dos barcos.

Já no quarto veleiro, o estaleiro foi vendido para Alam Simon e seu sócio Feijão (alguém saberia qual é o seu nome verdadeiro), que contratou o Sr. Renato Meier para ajudar a montar os barcos, inicialmente, com a missão de solucionar o problema de Top do Mastro, já que, nos primeiros veleiros, para reduzir custos, foram adquiridos mastros dimensionados para veleiros de 40 pés da empresa Sparkraft e os top dos mastros não resistiam à força e quebravam.

Os mastros foram então serrados no top e reforçados para não quebrar.

Foram fabricados ao todo 16 veleiros: Black Swan, o primeiro dono foi o próprio Henrique e o segundo dono o Sr. Lineu; Cabeça Feita do Gastão Brum; Nirvana (único veleiro com quilha curta em formato de asa) do Francês do frigorífico Kioawa; Charlie Bravo do Norbert Swarts; Bolero do Renato Caliman; Ônix; Bola 7; Swing (último barco da série) do Alan Simon.

NomeModeloAno
Black SwanMB 45
Cabeça FeitaMB 45
NirvanaMB 45
Charlie BravoMB 45
BoleroMB 45
ÔnixMB 45
Bola 7MB 45
SwingMB 45


Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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