Lemão Snipes e Thor Yachts

Kurt Diemer, mais conhecido como Lemão. Foto de Gabriel Heusi

Nascido na Alemanha em 14 de novembro de 1953, Kurt Diemer, mais conhecido como Lemão, mudou-se com a família para o Brasil aos 2 meses de idade.1

Começou a velejar de Snipe aos 15 anos no Rio de Janeiro, onde se apaixonou pela classe Snipe, embora o Penguim fosse o mais barco popular da época.

Em 1983, começou a construir mastros Diemer para vender junto com os barcos Thor Yachts.

O estaleiro Thor não era, como lhe é atribuído, de propriedade do velejador olímpico Torben Grael. Na realidade, alguns modelos do estaleiro, incluindo um com numeral de vela BRA 27377, foram projetados e construídos pela Thor em a colaboração com o velejador.

Quando a Thor foi transferida/vendida para a Lillia na Itália, surgiu a necessidade de um construtor de Snipe Brasileiro.

Lemão entrou em cena, usando o molde da Thor e redesenhando o casco com a contribuição de grandes velejadores da classe, como Alexandre Paradeda e Bruno Bethlem.

Em 2019, Henrique Haddad/Gustavo Nascimento venceram o Mundial de Snipe com um Lemão construído 18 anos antes, atestando a qualidade de sua produção e provando que o formato de seus barcos continua rápido, competitivo e acessível.

Kurt construiu aproximadamente 500 barcos desde 1995 e continua a aprimorá-los com a contribuição dos velejadores da classe.

Em 2026, o CRG sediou a primeira Taça Lemão de Snipes, criada como forma de homenagear este que pode ser considerado o Patrono da Classe Snipe no Brasil.

  • Empresa: Lemão Snipes
  • Especialidade: Fabricação de barcos da classe Snipe
  • Contato: Kurt Diemer
  • Telefone: (21) 97698-1768
  • Endereço: Rio de Janeiro – RJ

A Thor foi por anos a construtora de barcos Snipe brasileira e, seu revolucionário design de “cockpit fechado” mudou a classe para sempre. A Thor dedicou anos para criar um dos melhores barcos do mundo, tanto em otimização de layout quanto em qualidade de construção. Muitos barcos dessa geração ainda competem no cenário nacional e podem ser tão rápidos quanto barcos mais novos.

A Thor se destacou no mercado de Snipes com a padronização dos mastros. Na época, inconsistências na liga de alumínio do fornecedor e a dificuldade do processo de anodização, criaram um enorme obstáculo para o desenvolvimento da mastreação.

A falta de ajuste de limitação das cruzetas e a falta de equipamentos para tensionamento dos estais, só aumentaram a dificuldade de padronização. Consequentemente, era quase impossível que as velas seguissem um padrão de ajuste, já que cada mastro exigia um design de vela diferente. A padronização dos mastros foi outro obstáculo resolvido pela Thor.

É importante destacar de que o estaleiro Thor não era, como lhe é atribuído, de propriedade do velejador olímpico Torben Grael. Na realidade, alguns modelos do estaleiro, incluindo um com numeral de vela BRA 27377, foram projetados e construídos pela Thor em a colaboração com o velejador.

Quando a Thor foi transferida/vendida para a Lillia na Itália no ano de 1995, surgiu a necessidade de um construtor de Snipe Brasileiro.

Lemão entrou em cena, usando o molde da Thor e redesenhando o casco com a contribuição de grandes velejadores da classe, como Alexandre Paradeda e Bruno Bethlem.


Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.

  1. Meu coração tem a forma de uma narceja” – Post na snipeclass_rio ↩︎

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