Especificações
- Ano de Fabricação: 1943
- Outros nomes: HAZARD (nome original), ANITRA, Monique (nome com que veio ao Brasil), Plancton, Cosa Nostra
- Modelo: Classe Internacional 5 metros (5m RI)
- Estaleiro: Estaleiro Ludwig Blaschowitz – Noruega
- Material construtivo: Madeira
- Armação: Bermuda
- Tripulantes/ Passageiros: 3
- Numeral: S 70 e BL 2
- Comprimento: 30′ 45″ pés ou 9,280 m
- Design No.:
- Linha d’água (m): 5,280 m
- Boca (m): 1,82 m
- Calado (m): 1,10 m (3 ft 7 in)
- Área velica (m²): m²
- Deslocamento (Kg): 1.900 kg
- Projetista: Knud Reimers
- Proprietários conhecidos: Bertil Svalander, Frederico Krueder (Hansa – 1948 – ICCS – Iate Clube Cruzeiro do Sul – Represa Billings – SP), Jackson Cardim Stamato Bergamo (1978), Marcílio Vilela Bastos, Andreas Dierberger
- Observações:
- Existiram vários 5m chamados Monique, todos pertencentes à mesma pessoa. Este Monique, importado para o Brasil, possui o design de Knud Reimers, sistership do Greif S71/BRA 1.
- Acreditasse que foi fabricado pelo estaleiro Ludwig Blaschowitz – Noruega.
- Este é um dos 5 veleiros da Classe Internacional 5 metros importados pela companhia T.Janer, em 1948, para velejadores que navegavam na Represa Billings em São Paulo. Estes veleiros da classe 5m RI foram utilizados para a seletiva da classe Dragon para os Jogos Olímpicos de Helsinque em 1952. A eliminatória para a Olimpíada de Helsinque de 1952 para a classe Dragão (saiba mais em Dragão dos mares) foi feita com os 5 Metros RI, já que no Brasil não havia uma flotilha constituída de Dragões. O comandante vencedor foi o Wolfgang Richter do YCSA.
A fórmula usada para determinar a classe
A fórmula de medição é dada na 2021 International Five Metre Rating Rules:
5.000 metros=L+S2−F−B22

Depoimentos
Andreas “Andy” Dierberger por WhatsApp em 11/01/2026
O veleiro 5.5m Int era o Hansa do Frederico Krüder.
Um dia virou Cosa Nostra, casco vermelho e agressões em fibra. Foi parar em Bastos, perto de Marília, nas mãos de Marcílio Vilela Bastos, diretor da Jacto.
A pretendida restauração empacou, ele acabou me doando o veleiro. Assim eles vão aparecendo…
Abs.
Principais regatas e sua colocação
| Regata | Posição |
| 1º Troféu 5m R – Represa Nova (Billings) – SP – 24/07/1949 (utilizou-se as normas de regata da Scandinavian Gold Cup) | 3º lugar com o timoneiro Frederico Krueder e os proeiros Nora Krueder e Berthold Alisch. |
| 2º Etapa do Troféu 5m R – Represa Nova (Billings) – SP – 25/09/1949 (utilizou-se as normas de regata da Scandinavian Gold Cup) | 3º lugar com o timoneiro Frederico Kreuder com o tempo de 2h 23m e 27s. |
| 4º aniversário do ICCS (Iate Clube Cruzeiro do Sul – Represa Billings – SP) – 10/09/1951 | 2º com Frederico Krueder no timão e tripulantes: D. Nora Krueder e Ernest Fluegge |
| II Volta da Represa Billings – Represa Nova (Billings), São Paulo – 29/04/1951 | 1º lugar com o timoneiro Frederico Krueder com o tempo de 15h 05m. |
Artigos

Veleiros 5m RI Hansa (ex.Monique) e Wolf (ex.Sjutusa) em relato de Frederico Krueder quando recebeu a visita do velejador norte-americano Claus H. Cristoffers, levando-o a navegar em um veleiro da classe Guanabara no Rio de janeiro e na “Represa Nova” (Billings) no seu veleiro Hansa. Revista Yachting Brasileiro No. 54 de abril de 1949 – Todos os direitos reservados – Proibida sua reprodução.
Matéria sobre o 1º Troféu 5m R, realizada dia 24-07-1949 na Represa Nova (Billings) em São Paulo – SP. Revista Yachting Brasileiro No. 58 de agosto de 1949. Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.
Artigo na Revista Yachting Brasileiro No. 84 de outubro de 1951 – Todos os direitos reservados – Proibida sua reprodução.
Artigo sobre a Volta da Represa Billings dia 29 de abril de 1951 na Revista Yachting Brasileiro No. 80 de junho de 1951. Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.
Fotos


Veleiros 5m RI, com o Greif 5-71 em primeiro plano, Sjutusa 5-77, Hansa 5-70, Winga 5-81 e Sjomej 5-52, instantes depois da largada da regata do 4º aniversário do ICCS (Iate Clube Cruzeiro do Sul) realizada na Represa “Nova” Billings – SP no dia 10/09/1951. Foto: Alberto João na Revista Yachting Brasileiro No. 84 de outubro de 1951. Todos os direitos reservados. Proibida sua reprodução.





Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.
Max Gorissen – Velejador. Escritor.
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