Maracaibo

  • Ano de Fabricação: 1939
  • Estaleiro: Astillero Rio de La Plata Frers & Lynch – Estaleiro pertencente ao Germán Frers Sr. e seu primo Ernesto Guevara Lynch nos anos 1930. Ficava localizado ao lado do Mercado de Frutos no Rio Luján em Buenos Aires. Outra versão, encontrada no Arquivo do YCA – Yacht Club Argentino, diz que o Maracaibo foi construído no ano de 1935 por Jose Martínez no Tigre Sailing Club (?).
  • Outros nomes: Eollo
  • Modelo: 18 1/2 Tonner Hochseeflotte
  • Material construtivo: Madeira Viraró (Amendoím)
  • Armação: Sloop
  • Propulsão: Em determinado momento foi instalado um motor sueco de marca Solo de 15 HP a gasolina.
  • Tripulantes/ Passageiros:
  • Numeral: BL 58 (A 25 era o número original quando veio da Argentina)
  • Comprimento: 50’ ou 15,24 m
  • Design No.: Projeto de fevereiro de 1934
  • Linha d’água (m):
  • Boca (m):
  • Calado (m):
  • Área velica (m²):
  • Deslocamento (Kg): 18.000 kg
  • Projetista: Knud Reimers
  • Proprietários conhecidos: G. Sierburger (1934), Juan Carlos Lonne (1939 – 1948), Hugo Warneford Thomson (1948 – 1950 – Eollo), Carlos Rene Seguin (1950 – 1959), Luiz de Toledo Lara (1959 – 1971), Sergio Hamburguer (1971 – ?), Jozef Jerzi, Hanburger (fez uma reforma completa nos anos 70), Zuffo (instalou o Gurupés que não faz parte do projeto original)
  • Observação: O projeto foi desenvolvido por Knud Reimers, sob encomenda do Sr. G. Sierburger, de Buenos Aires. Utilizado por muitos anos pela Marinha Argentina, foi aposentado e passou a ser utilizado para a formação de novos marinheiros. Após esta fase, atracou no Porto de Santos, onde permaneceu abandonado por muito tempo. Após várias tentativas em vão de contato do governo brasileiro com seu país de origem, foi a leilão, quando um entusiasta o adquiriu para integrá-lo a um museu náutico. Nos anos 70, já aqui no Brasil, foi instalado um gurupés, mudando a mastreação. Desde então, seu novo proprietário o “estacionou” na Villa Don Patto em São Roque-SP, onde aguarda (em 2018 ainda no seco) uma restauração minuciosa. Ainda hoje, o Eollo permanece a licença ativa mais antiga da Marinha e carrega em seu currículo várias regatas. Esteve por vários anos no ICS, depois na Marina Guarujá (Badra). Participou de 3 edições da Buenos Aires/Rio, em 1947, 1950 e 1953.
RegataPosição
Buenos Aires – Rio de Janeiro 1947?º lugar
Buenos Aires – Rio de Janeiro 1950?º lugar
Buenos Aires – Rio de Janeiro 1953?º lugar
VI Regata Volta a Laje de Santos 1961?º lugar com Luiz de Toledo Lara
XVII Regata Santos – Rio de Janeiro 1967DNF (Scratch boat)
Maracaibo com o nome Eollo no estaleiro Pier 26 no Guarujá -SP. Foto: Max Gorissen

Planos

Fotos do Maracaibo. Autores não identificados. Se souber quem são, entre em contato para que possa dar os devidos créditos.

Tabela de Handicap com os barcos de oceano participantes da XVII Santos-Rio de 1967. Documento encontradas por Roberto Geyer em antigos guardados do seu pai, Leopoldo Geyer – Foto: Roberto Geyer em 6-6-2015.

Tenho como sonho um dia poder implementar uma iniciativa para preservar o patrimônio náutico brasileiro… por isso, já pensando em algum dia poder implementá-lo, além do Cadastro de Veleiros Clássicos, decidi pesquisar e escrever artigos sobre diversos assuntos relacionados à vela brasileira, entre eles, os veleiros desenvolvidos no Brasil… é sobre isso que irá encontrar informações no texto abaixo… caso possa colaborar com informações ou registros históricos, entre em contato. O que não podemos deixar acontecer é essa história se perder.

Max Gorissen – Velejador. Escritor.


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