Discos de vinil

Uma das minhas paixões são os discos de vinil ou, LP (Long Play).

Isso porque, a nostalgia dos discos de vinil nos remete a um tempo anterior, no qual a música era vivenciada de outra forma, talvez, com maior intensidade, mais significado e com mais emoção. Contudo, sinceramente, se parar para pensar, acredito, a paixão por discos de vinil tem muito mais a ver com minha adolescência e a descoberta da música, do que com a relação entre a música e sua mídia (também ouço músicas em outros formatos, como o digital).

Outro fator, talvez, está relacionado ao trabalho que os discos de vinil nos dão. Esse trabalho, que podemos chamar até de ritual, envolve garimpar o LP num sebo, checar seu estado físico, avaliar a capa e barganhar o preço. Uma vez adquirido, em casa, limpamos o “bolachão” com álcool ou com detergente, deixamos secar e guardamos com cuidado, sempre em pé. Então, vem a parte prazerosa; ouvir. Para isso, é preciso passar de capa em capa, escolher, pegar, tirar da capa, ligar a vitrola ou toca disco, pôr o disco, posicionar o braço e descer a agulha. Dali a poucos minutos, quando termina o “lado A”, há que se levantar para recolher o braço, virar o disco, reposicionar a agulha. Isso se o disco não estiver riscado, quando precisamos levantar e, com muito cuidado, fazer a agulha passar a faixa com problema. Então, em aproximadamente meia hora, se reinicia o processo inteiro para trocar o disco.

Que trabalheira! Mas como é bom!

Neste espaço, quero discutir sobre este assunto: Música no disco de vinil.